30 março 2007

Hoje há festa!



Hoje há festa na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, em Lisboa, na Av. Berna, e o ISU vai estar presente com comes e bebes para angariar fundos para os projectos Nô Djunta Mon. Nô djunta euros!
Quem quiser juntar-se á festa, ao som do rock e outras partilhas, é aparecer a partir das 10!

“Ninguém sai indiferente”: Reacções e avaliações á 18ª Formação Geral para o Voluntariado

“Tudo o que aprendi aqui foi
acompanhado de um crescimento pessoal.
Isto tem efeitos imediatos na
minha vida pessoal, e nos voluntariados que integro.”

“Acho que o curso é muito bom para reflectir
sobre vários aspectos importantes da vida,
e pode ajudar muitas pessoas a encontrarem-se
e a decidirem aquilo que querem fazer.
Além de que motiva as pessoas para
realizarem acções que são muito positivas.”

“Gostei da formação por várias razões:
os conteúdos, juntamente com o método de
aprendizagem não formal, e um conjunto de
formadores que mostraram entrega, gosto e
competência no que fazem, tornam
esta formação muito enriquecedora.
Acho que ninguém sai indiferente depois desta formação.”

“O método da formação obriga os formandos a pensar
e a participar e parece-me que vão dar continuidade
prática a esta aprendizagem.”


"Quando se trata de falar em grupo,
eu gosto sempre de ficar calada.
Mas não sei porquê neste curso
consegui perder algum desse medo
e até acabei por participar.”

“Sinceramente não criei muitas expectativas
sobre o curso, não sabia bem o que ía encontrar.
Mas adorei aquilo que encontrei.”

“Este curso faz-nos realmente pôr em causa
muitas ideias que tomamos por adquiridas
acerca do voluntariado.”

“Tinha ideias um bocado erradas sobre
o que era ser voluntário e o que é que isso implicava,
e estou um pouco a abrir os olhos para estes conceitos novos
e saber como é que hei-de agir; e estou motivada para continuar aqui no ISU.”
“Fiquei adepto da educação não formal.”



“Julgava que não ia aprender tanto quanto aprendi,
principalmente com a diversidade de pontos de vista que
surgiram ao longo das sessões sobre diferentes temas.”

“O ISU deixa-me uma impressão muito boa,
tanto ao nível das pessoas que o constituem,
como a nível de instituição, pelos apoios que tem e que dá,
pelas parcerias que tem e pelo lugar que conquistou entre
as outras associações/organizações.”

“Continuem a fazer o trabalho espectacular que estão a fazer.
Obrigada por esta oportunidade. Adorei mesmo!!!”

29 março 2007

Em que estado anda o mundo?: 18º Curso de Formação Geral para o Voluntariado do ISU

Termina hoje o 18º Curso de Formação Geral para o Voluntariado, uma iniciativa que o ISU realiza desde 1999, e cujo objectivo principal é a promoção do voluntariado e de uma consciência crítica da sociedade actual.
O 18º curso contou com a participação de 34 pessoas (divididas em 2 grupos), principalmente jovens estudantes universitários, que durante 10 sessões reflectiram e debateram temas como:

-Em que estado anda o Mundo: Desigualdades e Assimetrias
-Desenvolvimento: Percepções e Conceitos
-Voluntariado: Uma proposta de intervenção
-Solidariedade e Cidadania
A formação visa contribuir para o reconhecimento da complexidade da realidade social e para a consciencialização do voluntariado como forma de participação activa nessa realidade, e tem como objectivo final a integração dos participantes em projectos de voluntariado desenvolvidos pelo ISU ou por outras organizações..

Assentando sobretudo em métodos activos que apelam ao contributo e ao enriquecimento de cada um, a Formação Geral para o Voluntariado pretende ser um passo positivo no caminho do desenvolvimento pessoal e social de cada um;

…e as reacções e avaliações dos participantes fazem crer que isso acontece, o que nos deixa muito felizes no ISU.

Já este sábado, 31 de Março, o ISU vai responder a uma solicitação da Associação Juvenil de Peniche e vai realizar uma Formação Geral para o Voluntariado de 8 horas naquela cidade.

26 março 2007

O ISU e o Microcrédito

Projecto de Luta contra a Pobreza através do Microcrédito na zona Leste da Guiné-Bissau


Os créditos são utilizados para financiar actividades lucrativas como a horticultura


ou produção de sabão


Projecto As mulheres como instrumento de luta contra a pobreza – uma experiência de microcrédito- Angola


Mário Jaleko (ISU) durante uma sessão de formação dos animadores locais; Temas como poupança, crédito, contabilidade básica, género e desenvolvimento e desenvolvimento pessoal fazem parte do programa

Entrega de crédito ás mulheres beneficiárias

O ISU desenvolveu dois projectos de microcrédito: um na Guiné-Bissau, iniciado em 2004 e que ainda está em curso, e outro em Angola, com duração de um ano, que terminou em 2006. Apesar de algumas dificuldades, estas duas iniciativas vão ao encontro da experiência do Professor Yunnus: o direito ao crédito, como todos os direitos humanos, é uma arma de luta contra a pobreza.

Na Guiné-Bissau
O “Projecto de Luta contra a Pobreza através do Microcrédito na zona Leste”, é uma parceria com a ONG guineense DIVUTEC (http://www.divutec.org/), co-financiada pelo IPAD e já concedeu créditos a mais de 3000 mulheres para desenvolverem actividades geradoras de rendimento como a criação de cabras e galinhas, produção de amendoim, horticultura e produção de sabão.
Os resultados têm sido muito satisfatórios, com reembolsos na ordem dos 87% e comunidades a usarem os lucros para criarem novos negócios (lojas de produtos de 1ª necessidade, salão de filmes etc) e outras iniciativas para o desenvolvimento comunitário como aquisição de uma mota para transporte de doentes ou créditos para a saúde.
Outro factor de sucesso do projecto (e do microcrédito) muito importante, é o aumento da participação e do reconhecimento das mulheres nas suas comunidades: ao conseguirem desenvolver uma actividade lucrativa, as mulheres participam no desenvolvimento económico (ajudam em casa e na aldeia), ganham o reconhecimento da comunidade por isso, e são mais ouvidas e consultadas para os assuntos da comunidade.
O investimento dos lucros do microcrédito na melhoria da saúde e educação da família e comunidade é também um dos objectivos do microcrédito. A 3ª fase do projecto (cuja candidatura está em curso) irá focar mais estas componentes, que já foram abordadas em 2006 através da formação dos animadores do projecto nestas áreas (em parceria com Escola Superior de Educação de Viana do Castelo, da ONG Saúde em Português e a Caritas da Guiné-Bissau)

Em Angola
O Projecto “As mulheres como instrumento de luta contra a pobreza – uma experiência de microcrédito” (co-financiado pelo IPAD), decorreu em Freixiel, de Maio de 2005 a Dezembro de 2006, em parceria com a Congregação das Irmãs de Santa Doroteia, e estava inserido no Projecto Melika, “Mulher chegou a tua hora”, um projecto de desenvolvimento comunitário levado a cabo por esta Congregação desde 1998.
No total 120 mulheres (organizadas em 11 agrupamentos) receberam e reembolsaram os seus créditos (dois agrupamentos ainda não conseguiram reembolsar), o que lhes permitiu melhorar a sua situação económica, o que sem o acesso ao crédito seria muito difícil.
O projecto permitiu também integrar na comunidade e no parceiro uma metodologia de trabalho participativa muito positiva, desde as componentes de capacitação e empowerment que incluía, passando pela integração de técnicos do ISU no terreno (em permanência durante cerca de 15 meses), e as metodologias participativas nas formações.

Muitas foram as aprendizagens, os resultados e impactos vividos por muitos nestas “experiências de microcrédito” em que o ISU se envolveu, em cujo valor acredita, e que esperamos continuem a ter efeitos multiplicadores.

23 março 2007

A alegria de tocar na vida dos outros: Conferência de Muhammad Yunnus sobre o microcrédito

Esta Quinta-feira dia 22 de Março, o Prof. Muhammad Yunus, Prémio Nobel da Paz, deu uma conferência em Lisboa sobre "O microcrédito e o seu contributo para a paz".
Alguns voluntários e técnicos do ISU estavam lá e ouviram com alguma emoção o “Pai do microcrédito” falar.
Yunnus, que defende que o acesso dos mais pobres ao crédito pode mudar o sistema que cria a pobreza, relembrou momentos chaves do seu percurso: quando largou a sala de aulas onde era professor de economia, e fez da aldeia vizinha a universidade para ir aprender uma maneira simples de resolver a pobreza, ou do primeiro crédito que aí concedeu, de 27 dólares, que permitiu a 42 pessoas saírem da pobreza extrema a que a dependência dos seus credores habituais os prendia. Falou de muitos outras “circunstâncias” que conduziram o seu Banco
a hoje chegar a 7 milhões de famílias no Bangladesh.
Para o futuro Yunnus propõe o “social business, a business to do good to people” em que as empresas fazem os seus produtos chegar aos pobres sem procurar lucro, apenas procurando garantir que não há prejuízos no negócio; a Danone já colocou em prática este conceito.
O microcrédito pode prevenir as causas das guerras, explicou Yunnus: “Se temos fome e não temos nada, e alguém nos dá comida e armas, combatemos qualquer guerra que quiserem. Mas se estivermos bem alimentados, colocamos uma série de questões”.
Acerca de como a pobreza condiciona o desenvolvimento humano, Yunnus chamou aos pobres “pessoas bonzai” (árvore pequena): “se tirarmos a melhor semente de uma árvore da montanha e a plantarmos num ambiente enfraquecido, ela vai crescer até um ponto e ficar pequena”, exemplificou com um sorriso.
Yunnus referiu “a alegria de tocar na vida dos outros” como uma das motivações de quem trabalha com o microcrédito.
Os dois projectos de microcrédito que o ISU promoveu na Guiné-Bissau e Angola são um exemplo disso.

(Para saber mais: “O Banqueiro dos Pobres”, de Muhammad Yunnus; foto in Público)

22 março 2007

"Ecos de interculturalidade": Exposição de Fotografia sobre o Nô Djunta Mon em Almada




O João Barata e a Joana Deus são dois voluntários do ISU que fizeram Nô Djunta Mon em Cabo-Verde (Porto Novo) e na Guiné-Bissau (Bubaque) em 2006, e partilham agora esta experiência numa exposição de fotografias na Casa Municipal da Juventude de Almada, em Cacilhas (no âmbito da Quinzena da Juventude 2007), que pode ser vista até ao próximo sábado 24 de Março.

São 20 fotografias Preto & Branco sobre o quotidiano das comunidades locais, acompanhadas de textos, que no seu conjunto pretendem realçar os aspectos mais marcantes do processo intercultural vivido pelos dois voluntários.

O principal objectivo desta exposição é a sensibilização para a importância do voluntariado e da cooperação para o desenvolvimento como forma de minimizar as assimetrias e desigualdades do mundo actual.

Parabéns aos voluntários pela iniciativa!

20 março 2007

Formação de Formadores Nô Djunta Mon: Preparar o envio de voluntários




Nos dias 10 e 11 de Março o ISU realizou em Sesimbra um fim-de-semana de Formação para os Formadores dos Projectos Nô Djunta Mon. Estiveram presentes voluntários da Sede (Lisboa), dos Núcleo de Viana e do Núcleo de Faro, num ambiente de trabalho, troca de experiências e bom relacionamento do grupo muito positivo.





O programa realizado incluiu as seguintes sessões: percurso da Forma-ção Nô Djunta Mon de cada núcleo; actividades de financiamento; trabalho de grupo sobre os princípios de actuação; o processo de selecção e o acolhimento dos voluntários Nô Djunta Mon.

Ao todo participaram na formação 16 voluntários do ISU, que durante dois dias discutiram e esclareceram várias etapas do processo da Formação para os projectos Nô Djunta Mon. Do ISU Faro estiveram presentes a Estela e a Romana; do ISU Viana participaram a Andreia, a Diana e a Marina; e da Sede do ISU participaram na formação a Paula, o Hugo, a Ana, a Rita Leote, a Rita Magalhães, a Mercês, a Marta, a Mónica, a Margarida, a Luciana e a Catarina.

A formação permitiu aos formadores dos diferentes núcleos confrontarem ideias e posições sobre a Formação Nô Djunta Mon, clarificando e uniformizando alguns dos procedimentos.

No final todos regressaram a casa com o sentimento reforçado de que há muito trabalho pela frente na organização e realização da Formação e dos Projectos Nô Djunta Mon.

Em Lisboa a Formação Nô Djunta Mon vai ter inicio a 14 de Abril, o Núcleo de Viana começa a Formação no dia 19 de Abril e no Núcleo de Faro as datas ainda não estão definidas.

De relembrar que o ano passado o Núcleo de Faro realizou o 1º Projecto Nô Djunta Mon, em S. Tomé e Príncipe, com 3 voluntários, de Lisboa partiram 9 voluntários para a Guiné-Bissau (Bissau e Bubaque), 3 para Cabo Verde (Porto Novo) e de Viana do Castelo foi uma equipa de 7 voluntários, que realizou o Projecto Nô Djunta Mon no Boé e Gabú, na Guiné-Bissau.

Alguns momentos da Formação de Formadores Nô Djunta Mon














Os momentos de lazer também fazem parte dos Projectos Nô Djunta Mon


"Marcianinha" Diana chama Voluntários Nô Djunta Mon!


A formadora Luciana: "Como formadores é importante

descentrarmo-nos das nossas experiências individuais do NDM"


As formadoras Mónica e Catarina: a seleção dos voluntários

é um processo exigente; e a gestão do grupo também...


Diana e Rita: Trabalhar em voluntariado
junta responsabilidades e prazer


Um momento de partilha entre ISU Faro e ISU Viana
(Estela e Andreia)


OBRIGADO A TODOS!








06 agosto 2006

Curso de Formação Africa-Europa para Organizações Juvenis

Em representação do ISU, e em especial do ISU Gaia, eu, Filipe Martins, participei no 4º Curso de Formação Euro-Africano para Organizações Juvenis - Participação Juvenil na Erradicação da Pobreza - que se realizou na Pousada da Juventude de Almada entre 23 e 29 Julho 2006. Este curso foi promovido pelo Centro Norte Sul do Conselho da Europa e participaram nele 14 líderes juvenis africanos, 15 europeus e 3 africanos a viver na Europa.
Como devem imaginar, a experiência intercultural foi fantástica e as aprendizagens foram imensas. Mas por este meio, aquilo que consigo partilhar convosco é o resultado mais concreto deste curso: uma Declaração que elaboramos em conjunto com o objectivo de afirmar os nossos compromissos no âmbito da participação juvenil na luta contra a pobreza e também com o objectivo de dinamizar a participação conjunta da juventude africana e europeia na Cimeira União Europeia - União Africana que se realizará no próximo ano em Lisboa. Então cá está a Declaração:

DECLARAÇÃO DOS PARTICIPANTES

4º Curso de Formação Euro-Africano para Organizações Juvenis
Participação Juvenil na Erradicação da Pobreza
Almada, 23 – 29 Julho 2006

No caminho da Cimeira União Europeia - União Africana

CENTRO NORTE-SUL DO CONSELHO DA EUROPA

Preâmbulo
Nós, os participantes no 4º Curso de Formação Euro-Africano para Organizações Juvenis – Participação Juvenil na Erradicação da Pobreza, financiado e organizado pelo Centro Norte-Sul do Conselho da Europa, com a participação de 16 países africanos e 14 europeus reunidos em Almada de 23 a 29 de Julho para consolidar estratégias e parcerias a respeito de temas, a erradicação, a acção da juventude nas relações Europa-África, bem como a integração harmoniosa da juventude, em processos de tomada de decisão nacionais e internacionais.
Associamo-nos ao esforço do Centro-Norte Sul do Conselho da Europa na erradicação da pobreza. Acolhemos satisfatoriamente os desenvolvimentos dos três cursos de formação precedentes, assim como as iniciativas da União Europeia, da União Africana e do NEPAD
Visto que se tem vindo a observar um crescimento da pobreza na Europa e em África, manifestada no emprego juvenil, afectando aspectos da saúde, especialmente o HIV/SIDA, falhas educacionais, diálogo intercultural inadequado, baseado em desequilíbrios constantes nas relações políticas e económicas entre o Norte e o Sul, que conduz a uma crescente interdependência entre as sociedades e a uma necessidade de criar uma relação de cooperação real entre a África e a Europa, baseada na igualdade e no respeito mútuo.
Tendo em conta que nos comprometemos a criar uma parceria com os responsáveis de instituições governamentais, de organizações não-governamentais, da comunidade internacional e da sociedade civil para trabalhar nas áreas da saúde, emprego juvenil, participação juvenil, educação e diálogo intercultural.
Desta forma, propomos que se implementem as seguintes medidas:

PARTICIPAÇÃO DOS JOVENS
É necessário que os jovens façam parte do processo do desenvolvimento e que sejam membros activos na sociedade civil. Esta participação significa a participação dos jovens nos processos de tomada de decisão. Assim, recomendamos a criação de uma plataforma para organizações juvenis de África e da Europa. Este fórum deve ser uma plataforma permanente, onde os jovens africanos e europeus se reúnam de uma forma frequente. Recomendamos também que se chame a atenção de jovens investigadores para questões práticas no que diz respeito à participação juvenil e à luta contra a discriminação étnica e racial.

EMPREGO DE JOVENS
O desemprego é um problema central em África e na Europa, afectando muitos jovens. Damos prioridade a estratégias que beneficiem a toda a comunidade e gostaríamos de implementar os projectos que envolvem o estabelecimento de centros comunitários de recurso. O uso de centros de emprego móveis é neste contexto vital para chegar às populações das zonas rurais e periféricas. Os jovens terão benefícios na formação em diversas áreas de trabalho prático através de trabalha em rede e de lobbying ás instituições, bem como na pesquisa sobre formas empoderamento da juventude. Os governos deverão apoiar o empreendedorismo dos jovens e os micro-projectos. Devem ainda colocar-se em prática, planos de acção a longo prazo no que diz respeito ao desemprego dos jovens e o mercado de trabalho deve gerar políticas laborais claras.

HIV/SIDA
Hoje em dia, o HIV/SIDA é uma das principais preocupações do mundo e a sua propagação está muito ligada à temática da pobreza. Verificamos a necessidade de travar a pandemia HIV/AIDS através de uma aproximação pró-activa, com base na co-responsabilização juvenil neste tema. Isto significa analisar cada situação, conhecimentos e capacidades próprias dos afectados, com o objectivo de pôr fim ao HIV/AIDS, a um nível local. Propomos também a criação de campanhas de sensibilização eficazes sobre práticas seguras de saúde, estereótipos e aumento do acesso à medicação. Vincamos ainda a importância de adoptar uma abordagem sistemática, bottom-up. Propomos o estabelecimento de um fórum comum onde os jovens de África e da Europa possam reunir-se e trocar conhecimentos e experiências sobre o HIV/SIDA. Além disso, propomos igualmente a criação de mais centros de investigação e despistagem, particularmente em África.

EDUCAÇÃO
Reconhecemos a educação como a base para o desenvolvimento de uma sociedade; a cooperação na educação é crucial para relações sustentáveis e para a compreensão entre as sociedades. Consequentemente, é importante dar um maior destaque e promover a cooperação na área da educação formal e não-formal nas relações euro-africanas. E a introdução do conhecimento dos jovens e das suas ideias no currículo escolar e nas políticas da escola. A cooperação desenvolvida na educação não formal iria permitir, não só a criação de uma compreensão intercultural mas também, que os jovens abordem e resolvam problemas comuns como membros responsáveis e produtivos nas suas sociedades. O intercâmbio de estudantes e de professores permitiria a troca do conhecimento e da consciência crescente da cidadania global. Parcerias entre escolas de ensino básico e secundário permitiria que as escolas em África e na Europa desenvolvessem acção conjunta na resolução de problemas e intercambiar experiências de sucesso. Para que haja uma cooperação sustentável nas áreas institucional e internacional da educação, devem ser criados recursos e fundos acessíveis, representativos das necessidades dos jovens, de forma a promover a cooperação na educação formal, não-formal e informal ao nível euro-africano.

DIÁLOGO INTERCULTURAL
O diálogo Intercultural deve criar espaços de igualdade para pessoas de culturas diferentes, de forma a poderem conhecer-se mutuamente valorizar as suas diferenças, reduzindo preconceitos e discriminação (podendo mudar a forma como vemos o mundo). O reconhecimento de que a educação e os meios de comunicação social desempenham um papel muito importante na formação das novas gerações e nas suas escolhas e acções futuras. Através da compreensão e empatia mútuas, acreditamos que é possível construir um mundo melhor.
Com o objectivo de incentivar os diálogos interculturais em África e na Europa e entre ambos, propomos o aumento de programas de intercâmbio de jovens que ajudarão a aumentar espaços de diálogo e de cooperação entre estudantes africanos e europeus e a sociedade civil, enquanto promoção da produção de conhecimento intercultural e a ligação dos jovens na sociedade civil. O estabelecimento de padrões mínimos de “Representações de Diversidade” na educação e nos media, a fim de impedir extremismos na educação e nas sociedades civis. Propomos ainda a promoção de espaços nas escolas, com base na educação, utilizando recursos da comunidade para incentivar ao diálogo e aprendizagem intercultural, a fim de criar uma maior compreensão e desenvolver estratégias de acção colectivas sobre assuntos de interesse das comunidades locais.

Conclusão
Comprometemo-nos a manter um diálogo contínuo e a aumentar a cooperação entre as organizações de jovens de África e da Europa e temos a certeza que o Centro Norte-Sul do Conselho da Europa apoiará a execução das nossas propostas. Comprometemo-nos ainda a continuar os vários projectos apresentados e sua implementação.
Convidamos todas as partes interessadas na sociedade civil, em particular os jovens e todas as organizações juvenis para se juntarem a nós e desempenhar um papel activo na construção de uma sociedade melhor.
Por fim, pedimos a todos os governos, à comunidade internacional e a todas as organizações não-governamentais que apoiem o nosso esforço determinado no combate à pobreza.

10 julho 2006

Formação para o Desenvolvimento


O ISU Gaia foi convidado pela Associação de Médicos Dentistas Solidários Portugueses "Mundo a Sorrir" a realizar uma Acção de Formação destinada aos seus voluntários. Esta associação tem vindo a realizar, desde 2004, acções de voluntariado de curta duração em Cabo Verde (ilha do Fogo) e na Guiné-Bissau na área da saúde oral (prevenção e intervenção clínica). Esta acção de formação sobre "Voluntarido para o Desenvolvimento" destinou-se essencialmente à preparação dos voluntários que irão partir em Agosto para a Guiné-Bissau. Foi realizada no dia 8 de Julho, na Universidade Fernando Pessoa, no Porto, e os tema abordados foram: 1) Desigualdades e Voluntariado; 2) Motivações para o Voluntariado: 3) Relacionamento Intercultural; e 4) Princípios de Actuação no terreno.
Apesar de ter sido um dia muito intenso e cansativo para todos, podemos dizer com toda a certeza que esta formação foi um gande sucesso, uma vez que foi avaliada como muito positiva tanto pelos formandos como pelos formadores e também pelos elementos da direcção da "Mundo a Sorrir". Além disso, como para esta associação se tratou de uma primeira experiência de formação dos seus voluntários, esta avaliação positiva poderá ter um impacto importante para uma futura introdução da dimensão da formação nas suas actividades.
E é exactamente isto que mais nos alegra, pois é nisso que acreditamos...

Mais informação sobre a "Mundo a Sorrir" em www.mundoasorrir.org

01 junho 2006

Apresentação "Formal" do Conselho Consultivo

Caros voluntários do ISU,

Este "post" pretende dar a conhecer formalmente o Conselho Consultivo da Direcção do ISU a todos os voluntários do ISU.
Este é um órgão consultivo constituído por cinco voluntários do ISU eleitos em Assembleia-geral. Tem como principal objectivo representar todos os voluntários (de todas as áreas e núcleos, no país ou no estrangeiro) junto da direcção do ISU, quer dando voz às suas perspectivas em momentos de tomada de decisões estratégicas, quer colocando as suas questões e problemas junto da direcção.
Complementarmente, este Conselho tem também o objectivo de dinamizar a comunicação entre todos os voluntários do ISU, promovendo espaços de partilha e discussão (virtuais ou presenciais), contribuindo assim para a promoção de uma identificação comum entre todos os voluntários do ISU.

Desde Abril de 2005 e até Março de 2007, o Conselho Consultivo será constituído pelos seguintes voluntários:

- Daniela Moutinho (Gabinete de Cooperação e Centro de Formação para o Voluntariado)
- Estela Louçã (ISU Faro)
- Filipe Martins (ISU Gaia e Gabinete de Cooperação)
- Miguel Barros (Gabinete de Apoio ao Estudante e Centro de Formação para o Voluntariado)
- Rita Silva (Gabinete de Cooperação, Alta de Lisboa e Centro de Formação para o Voluntariado)

Recentemente, enquanto Conselho Consultivo, criamos este blog que se pretende que seja um espaço informal de comunicação interna no ISU. Este blog será administrado pelo Conselho Consultivo do ISU, mas cuja animação estará a cargo de todas as áreas e núcleos do ISU, já que os seus coordenadores terão acesso à edição de "posts".
Gostaríamos que este fosse um espaço de divulgação das actividades das várias áreas e núcleos, mas também um espaço de partilha de informações e reflexões relevantes ou ainda um espaço de promoção de debate sobre temas relacionados com o trabalho ou filosofia do ISU.

Queremos também divulgar o seguinte endereço de e-mail, para o qual devem enviar qualquer informação, questão ou sugestão que pretendam dirigir ao Conselho Consultivo ou à Direcção do ISU:
conselhoconsultivo.isu@gmail.com

Contamos convosco para tornar a participação dos voluntários do ISU cada vez mais forte e mais presente. Contem também connosco e não deixem de nos interpelar... Nós tentaremos fazer o mesmo!
Obrigado por serem e fazerem o ISU e esperamos encontrar-vos em breve, pelo menos no blog ;)

O Conselho Consultivo,
Daniela, Estela, Filipe, Miguel e Rita

29 março 2006

Foto-Reportagem do Team Building

Preparem-se...
Este é apenas um pequeno testemunho de um dia fantástico e produtivo. Valeu a pena!


A casa. Modesta, como se vê...


A formação. Muito participada...


O panorama de uma das varandas.
Aqui reflectiram os subgrupos...


O sítio do piquenique.
Vou poupar-vos à descrição das iguarias...


A descida para o Cabo de Ares...


A vista deslumbrante...


O repórter do Gabinete de Apoio ao Estudante...


Já apetecia espreguiçar o corpo...


Uma pausa, para descansar...


Aqui também se descansa...


Um Presidente na sombra...


Entre a contemplação e a concentração...


Um regresso íngreme...


O descanso dos "guerreiros"!


"Mais do que certezas em resposta às nossas incertezas do amanhã, qualquer reflexão sobre o futuro traz-nos incertezas às nossas certezas presentes"
Edgar Morin, O método


Voltaremos a falar...

17 março 2006

Assembleia Geral ISU - 27/03/06

Expectativas? As melhores, como sempre; porque mesmo diferentes, novos, “re-arranjados”, pareceremos sempre os mesmos. E os antigos que nos reencontrem, e os novos que nos descubram, continuarão a perceber que chegaram (para quê mais descrições, substantivos rebuscados, ideias que nos descrevam?)… ao ISU. Para os da casa, até dia 27; para os outros… sou o presidente que mal conhecem (Tozé Sarmento).

Porque o ideal do ISU é a partilha e porque tu nos tens ajudado a concretizar este ideal, seria muito bom ter-te como sócio e participares na próxima Assembleia Geral, que se irá realizar no dia 27 de Março às 20h15, nas instalações do Espaço Alta de Lisboa, Rua Maria Alice, 7 no Bº da Cruz Vermelha.

13 março 2006

Team Building visto pelo Google

Logo que possível, publicaremos uma foto-reportagem do Team Building.
Até lá, podem ter um primeiro contacto com o sítio.
É esplendoroso, não acham?

Aproximação ao sítio...

... a casa do Team Building...
... o trilho entre a casa e o Cabo de Ares!
(cerca de 5 km de caminhada - ida e volta)

1.º "Relatório" do Team Building

O Team Building aconteceu mesmo.
E, dizem as 15 almas “isuitas” que participaram no evento que gostaram. Algumas disseram mesmo que excedeu as expectativas.
De facto, independentemente da parte programática, a casa onde ficámos era espectacular, com uma vista ampla e deslumbrante sobre o mar. O tempo também cooperou, esteve extremamente agradável.
A caminhada proporcionou, igualmente, um espaço de amiga confraternização. Com alguma adrenalina. Mas eu fui o único que malhei no chão, embora sem grandes danos físicos. Parece que a falésia entre Sesimbra e Setúbal é a mais alta da Europa (informação do presidente da Direcção, Tozé Sarmento), com uma cota superior aos 300 metros.
Bem, da comida nem vos falo… chegava para o dobro dos convivas. E era absolutamente deliciosa (talvez fosse da fome)! Até havia bolo de banana, imaginem.
Quinze pessoas foi muito bom. Mas gostaríamos que tivessem comparecido as 30 inicialmente previstas. Teria sido ainda melhor, quer para os técnicos, voluntários e estagiários do ISU quer para a própria organização.
Enfim, os que não puderam mesmo comparecer estão desculpados. Os outros ficam-nos a dever uma, têm que se redimir!
De assinalar uma tomada de decisão colectiva: vamos repetir! Com algumas nuances temáticas, claro está! Quando e aonde? Por enquanto está no segredo dos deuses, mas será lá mais para o verão… Todas as ideias/sugestões são bem-vindas. Quem sabe se os “faltosos” podem organizar o próximo outdoor, quem sabe?
Fica o desafio.

08 março 2006

Team Building

Team Building
a simetria das diferenças.
Activar o espírito de equipa!
sentimento de união partilhado pelos elementos de um grupo…


Local do Outdoor: Sesimbra
Horário: 9H00/17H00
Data: Sábado, 11 Março 2006
Objectivos Operacionais

Relacionar a missão e os valores do ISU com as tarefas do quotidiano;
Elevar o espírito de serviço e de voluntariado;
Melhorar a comunicação transaccional – interna e externa ao ISU;
Gerar dinâmicas pró-activas de proximidade – satisfação do cliente interno e externo;
Criar valor, pessoal e institucional, através de práticas de qualidade, exigência e rigor associadas à tolerância, humildade e humor;
Renovar a forma, recriar o conteúdo, promover a imaginação na acção participativa.

Divertir-nos, estimulando o corpo e a mente, mas non tropo!!!
Plano de Actividades “radicais”

09H00 Acolhimento dos participantes
09H30 Lançando o desafio…
10H00 Trabalho por pequenos grupos
11H00 Intervalo: pequeno lanche
11H20 Plenário: Colectivização das conclusões dos grupos
12H00 A caminho…
13H00 Piquenique
14H30 Caminhada
15H30 Pequena paragem
16H30 Fim da caminhada
17H00 Encerramento
… passar o testemunho!
A Direcção do ISU

18 fevereiro 2006

BOLETIM expectativas!
06.02.06

Ficava-vos bem que fossem muitas as expectativas sobre o texto de abertura do presidente, que muitos mal conhecem. Lamento desapontar-vos, porque as expectativas são é todas minhas.
Primeiro porque temos um boletim novo, de cara lavada e diferente. E quantas expectativas que sirva mesmo para nos unir mais a todos, ao reconhecermos as coisas diferentes que vamos fazendo (sempre fomos assim, cada vez mais identificados uns com os outros quanto mais fomos sendo; e, especialmente, quanto mais diferentes nos fomos encontrando…).
Depois porque o entusiasmo de sempre tem caras novas, de expectativas cheias: da Clara (Imagem) à Maria João (CFV), do Carlos (do ressuscitado GAE) ao João (fundamental contabilista)…; pela Alta, plena de fantásticas estagiárias e novas ajudas, a não perder; na diáspora, SVEs que regressarão com invejável experiência, oxalá com tempo para nós; nas "delegações", a frescura do que começa de novo…
A seguir, porque se propôs uma mudança fundamental – muito conversada, ao peso da realidade… cheia de expectativas – na própria concepção da "governação" do ISU, com uma Direcção diferente, uma "sede" ainda mais central, porque ao serviço de todas as delegações, concretizando a sua vocação de promotora, formadora e apoio a todos, com uma responsabilização muito maior dos coordenadores de áreas e delegações… De concretização morosa, e não sem dúvidas nem dor. Não temos pressa e cá estaremos para apreciar a realidade ( que cada um vai ajudando a transformar, no seu sítio e competência…).
Por fim – enorme expectativa! -, porque com tudo isso se pretende ter ainda mais presente no ISU a lucidez, força e iniciativa dos voluntários, não só a fazerem, mas a pensarem connosco o que vamos fazendo; a abrir a muitos outros as portas desta experiência de crescimento pessoal no compromisso com algo que se acredita, no ser mais um junto de outros que me enriquecem… E a que nos conheçam e reconheçam como algo interessante, para podermos fazer melhor e gritar mais alto a nossa experiência.
Há 15 anos que me encontro surpreendido com a capacidade que o ISU foi tendo de se descobrir, de ser útil, de servir os seus objectivos, de perceber por onde havia de ir. Sempre dependeu da confiança em cada um, na franqueza da sua presença; da entrega surpreendente de todos, profissionais que ultrapassam as suas obrigações, voluntários que franqueiam o seu tempo e disponibilidades.
Expectativas? As melhores, como sempre; porque mesmo diferentes, novos, "re-arranjados", pareceremos sempre os mesmos. E os antigos que nos reencontrem, e os novos que nos descubram, continuarão a perceber que chegaram (para quê mais descrições, substantivos rebuscados, ideias que nos descrevam?)… ao ISU.
Para os da casa, até dia 25; para os outros… sou o presidente que mal conhecem.
António Sarmento

ISU Gaia isu_gaia@yahoo.com
O ISU Gaia é ainda um pequeno núcleo do ISU, com apenas 9 voluntários. O seu objectivo é promover o Voluntariado e a Educação para o Desenvolvimento (ED) na área do Grande Porto. Depois de um ano de trabalho (parabéns a nós!), de um workshop de iniciação ao voluntariado e da primeira edição do Curso de Formação Geral para o Voluntariado (que foi um pequeno grande sucesso), o ISU Gaia começou a crescer e agora olha para o futuro com um misto de entusiasmo, receios e energia… As necessidades nas áreas da formação para o Voluntariado e da ED são grandes nesta "segunda maior cidade do pais" e as ideias e solicitações aparecem facilmente. No entanto, a nossa disponibilidade é reduzida e a exigência no trabalho é algo que não queremos perder. Assim, cada pequeno passo é para nós um grande salto que queremos dar com segurança e sem perder a alegria de acreditar e gostar do que fazemos. Essa é também a nossa mensagem.

Filipe Martins

ISU Viana isu_viana@hotmail.com
Há cinco anos atrás surgia, depois do primeiro Nô Djunta Mon Viana, o desejo de trazer ao Norte a filosofia do ISU. Este desejo aliado a uma mobilização cívica muito forte tornara possível a criação do ISU-Viana.
Actualmente, este núcleo tem uma dinâmica muito própria e mantém-se activo graças ao empenho dos seus voluntários. Mas, há sempre um momento de paragem para avaliação e redefinição de linhas de intervenção. Esta avaliação permite uma aprendizagem contínua e o estabelecimento de expectativas futuras.
E a expectativa mais acarinhada para este ano, por toda esta equipa, é a criação de um grupo de voluntários coeso e disponível a participar nas mais diferentes actividades. Isto porque uma vez que trabalhamos na Escola Superior de Educação de Viana do Castelo, os voluntários estão de passagem enquanto fazem a sua formação académica.
Pretendemos levar o voluntariado a todo distrito e nada melhor que fazê-lo através dos alunos desta escola, por isso queremos chegar mais perto da comunidade estudantil.
Conseguir a afirmação da nossa filosofia num mundo que nem sempre partilha estes valores é de facto o nosso objectivo para 2006.
A todos quantos contribuam para isso, remetemos desde já o nosso agradecimento.
Andreia Soares


ISU Faro isu_faro@yahoo.com.br

É só uma leve sensação, ou esta é a primeira mensagem oficial que o núcleo- Faro vai fazer para a comunicação social ISU?!..
Quanto a expectativas e pretensões... Para este ano de 2006 a equipa do Núcleo de Faro espera iniciar algumas novas actividades que marcam a passagem do nosso núcleo para outra fase! Estamos a preparar uma missão de diagnóstico de necessidades a S.Tomé e Príncipe para executar-mos um projecto com o grupo de voluntários que irão sair da formação específica.
Assim, e se tudo correr pelo melhor, iremos fazer uma formação específica Nô Djunta Mon para Março e posteriormente um projecto em S. Tomé e Príncipe.
Quanto às áreas de apoio ao estudante deslocado e formação geral de voluntários esperamos vir a desenvolver mais 2 cursos de formação e iniciar-mos o apoio ao estudante, com alguns voluntários. Gostaríamos, para este processo de propor ao ACIME uma formação/ sensibilização para os voluntários do ISU de forma a apresentar o cenário da Integração dos imigrantes em Portugal e no Algarve em particular, e discutir formas de articulação entre ACIME e ISU. Este é ainda só uma pretenção, mas que gostaríamos de levar a cabo.
Estamos com algumas dificuldades que nos impedem de integrar um estágio profissional, o que dificulta um pouco a dinamização contínua e pemanente do núcleo e a motivação dos voluntários. Esperamos que esta situação venha a alterar-se para que o núcleo comece a fortalecer os seus ramos e começar a criar bons frutos!
Para terminar gostaríamos de vos deixar com este pequeno poema de Shakespeare! É um poema que mereceu a atenção de algumas pessoas, e sentimos que deve ser partilhada.

Estela Louçã



"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas e aprender que beijos não são contratos, e presentes não são promessas. (…) E não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai magoar-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobres que se leva anos para se construir confiança e apenas Segundos para destrui-la, e que podes fazer coisas num instante, das quais te arrependerás pelo resto da vida. Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tu tens na vida, mas quem tens na vida (…) Descobres que as pessoas com quem mais te importas na vida, são tiradas de ti muito depressa; por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vemos (…) Aprendes que paciencia requer muita prática (…)
Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não dá o direito de seres cruel. Aprendes que nem sempre é suficiente seres perdoado por alguém. Algumas vezes, tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, tu serás em algum momento condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços teu coração foi partido, o mundo não pára para que o consertes. E, finalmente, aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto planta teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E percebe que realmente podes suportar… Que realmente és forte, E QUE PODES IR MUITO MAIS LONGE DEPOIS DE PENSAR QUE NÃO SE PODE MAIS. E QUE REALMENTE A VIDA TEM VALOR, E QUE TU TENS VALOR DIANTE DA VIDA! (…) E SÓ NOS FAZ PERDER O BEM QUE PODERIAMOS CONQUISTAR, O MEDO DE TENTAR!"

William Shakespeare

GABINETE DE COOPERAÇÃO cooperacao@isu.pt

O Gabinete de Cooperação do ISU encontra-se este ano ainda mais cheio – cheio de projectos, cheio de voluntários, cheio de vida, enfim, cheio de Pessoas! Neste momento a nossa equipa é composta por 3 técnicos: a coordenadora de área, Mónica Azevedo, e as estagiárias Luciana Almeida e Rita Magalhães. Pelo caminho já dissemos adeus ao Francesco, um estagiário do Programa Leonardo que esteve connosco dois meses.
Com tantas pessoas as nossas expectativas tornam-se também elas maiores. Este ano esperamos ser capazes de sedimentar os projectos do gabinete, particularmente os projectos de micro-crédito e dar início a novos processos deste tipo. Seria também importante para nós conseguirmos definir a estratégia de Cooperação do ISU, diversificar as parcerias no terreno e a nível internacional e a estruturar o modelo de organização dos técnicos de forma a: alargar o número de elementos para o próximo ano, capacitar tecnicamente a equipa e descentralizar as actividades pelos técnicos. Para além disto, gostaríamos de superar o financiamento obtido no ano passado para os projectos Nô Djunta Mon e de uniformizar a venda de artesanato através da organização e diversificação do material e da criação de uma marca registada do NDM. Ainda em relação ao NDM esperamos consolidar a formação específica e alargar o número de formandos, criando simultaneamente novas perspectivas de integração destes voluntários em outras actividades.

Luciana Almeida


CENTRO DE FORMAÇÃO PARA O VOLUNTARIADO cfv@isu.pt

2006...Ano de grandes mudanças no CFV. As nossas maiores expectativas estão sobretudo relacionadas com o salto qualitativo que todos pretendemos dar aqui no ISU, especialmente no CFV.
Internacionalizar a formação geral, alargar o número de voluntários no CFV, integrar mais SVE´s na sede e investir naquilo que poderá ser o desafio de se pensar numa estratégia para a Europa.São estas as grandes expectativas do CFV para o ano de 2006.

Maria João Proença


GABINETE DE APOIO AO ESTUDANTE gae@isu.pt

2006 para do GAE é o ano de viragem no que diz respeito as suas actividades. Com a conclusão do diagnóstico Repensar a Acção, ficam apontadas as linhas de orientação para a continuidade do trabalho de integração social desenvolvido junto dos estudantes lusófonos. Mais rigor nos acompanhamentos, mobilização de recursos para a resolução de uma determinada situação e envolvimento dos apoiados no processo de resolução de algumas dificuldades. Espera-se a criação, em 2006, de uma equipa de voluntários que possa apoiar na operacionalização das acções efectuadas com diferentes saberes e opiniões. Acima de tudo o que se espera para 2006 é a consolidação do trabalho já efectuado e adaptar-se com firmeza às novas realidades sociais vividas pelos estudantes lusófonos em Portugal.


Carlos Costa

GABINETE DE COMUNICAÇÃO comunicacao@isu.pt

Espero contar com a colaboração de todos para me ajudarem a construir a imagem do ISU com um um bocadinho de cada um.
O boletim pretende ser um espaço de partilha de um ISU cada vez maior, com cada vez mais projectos e pessoas que pensam e realizam tantas coisas!
Obrigada a todos por terem colaborado na realização deste boletim.
Clara Lobo
AGENDA
CFV
> Formação Geral (Fev/Mar e Maio/Junho)
> Formação em Gestão (Março e Maio)
> Acções de Formação Externa (Carcavelos, Montemor-o-Novo
e Santarém)

12 dezembro 2005

Jantar de Natal ISU

Ceia de Natal do ISU
Dia 19 de Dezembro às 19.30no espaço da Alta de Lisboa
Missa, Jantar Partilhado e Troca de Presentes