
Quem quiser juntar-se á festa, ao som do rock e outras partilhas, é aparecer a partir das 10!
Bem-vindos! Este é um espaço do ISU-Instituto de Solidariedade e Cooperação Universitária, aberto a todos, a voluntários e amigos, para partilharmos ideias, momentos e reflexões. Aqui representamos as diferentes perspectivas do nosso trabalho e a diversidade do nosso olhar. Aqui estamos mais perto!
Entrega de crédito ás mulheres beneficiárias
O ISU desenvolveu dois projectos de microcrédito: um na Guiné-Bissau, iniciado em 2004 e que ainda está em curso, e outro em Angola, com duração de um ano, que terminou em 2006. Apesar de algumas dificuldades, estas duas iniciativas vão ao encontro da experiência do Professor Yunnus: o direito ao crédito, como todos os direitos humanos, é uma arma de luta contra a pobreza.
Na Guiné-Bissau
O “Projecto de Luta contra a Pobreza através do Microcrédito na zona Leste”, é uma parceria com a ONG guineense DIVUTEC (http://www.divutec.org/), co-financiada pelo IPAD e já concedeu créditos a mais de 3000 mulheres para desenvolverem actividades geradoras de rendimento como a criação de cabras e galinhas, produção de amendoim, horticultura e produção de sabão.
Os resultados têm sido muito satisfatórios, com reembolsos na ordem dos 87% e comunidades a usarem os lucros para criarem novos negócios (lojas de produtos de 1ª necessidade, salão de filmes etc) e outras iniciativas para o desenvolvimento comunitário como aquisição de uma mota para transporte de doentes ou créditos para a saúde.
Outro factor de sucesso do projecto (e do microcrédito) muito importante, é o aumento da participação e do reconhecimento das mulheres nas suas comunidades: ao conseguirem desenvolver uma actividade lucrativa, as mulheres participam no desenvolvimento económico (ajudam em casa e na aldeia), ganham o reconhecimento da comunidade por isso, e são mais ouvidas e consultadas para os assuntos da comunidade.
O investimento dos lucros do microcrédito na melhoria da saúde e educação da família e comunidade é também um dos objectivos do microcrédito. A 3ª fase do projecto (cuja candidatura está em curso) irá focar mais estas componentes, que já foram abordadas em 2006 através da formação dos animadores do projecto nestas áreas (em parceria com Escola Superior de Educação de Viana do Castelo, da ONG Saúde em Português e a Caritas da Guiné-Bissau)
Em Angola
O Projecto “As mulheres como instrumento de luta contra a pobreza – uma experiência de microcrédito” (co-financiado pelo IPAD), decorreu em Freixiel, de Maio de 2005 a Dezembro de 2006, em parceria com a Congregação das Irmãs de Santa Doroteia, e estava inserido no Projecto Melika, “Mulher chegou a tua hora”, um projecto de desenvolvimento comunitário levado a cabo por esta Congregação desde 1998.
No total 120 mulheres (organizadas em 11 agrupamentos) receberam e reembolsaram os seus créditos (dois agrupamentos ainda não conseguiram reembolsar), o que lhes permitiu melhorar a sua situação económica, o que sem o acesso ao crédito seria muito difícil.
O projecto permitiu também integrar na comunidade e no parceiro uma metodologia de trabalho participativa muito positiva, desde as componentes de capacitação e empowerment que incluía, passando pela integração de técnicos do ISU no terreno (em permanência durante cerca de 15 meses), e as metodologias participativas nas formações.
Muitas foram as aprendizagens, os resultados e impactos vividos por muitos nestas “experiências de microcrédito” em que o ISU se envolveu, em cujo valor acredita, e que esperamos continuem a ter efeitos multiplicadores.
Esta Quinta-feira dia 22 de Março, o Prof. Muhammad Yunus, Prémio Nobel da Paz, deu uma conferência em Lisboa sobre "O microcrédito e o seu contributo para a paz".

Em representação do ISU, e em especial do ISU Gaia, eu, Filipe Martins, participei no 4º Curso de Formação Euro-Africano para Organizações Juvenis - Participação Juvenil na Erradicação da Pobreza - que se realizou na Pousada da Juventude de Almada entre 23 e 29 Julho 2006. Este curso foi promovido pelo Centro Norte Sul do Conselho da Europa e participaram nele 14 líderes juvenis africanos, 15 europeus e 3 africanos a viver na Europa. 















"Mais do que certezas em resposta às nossas incertezas do amanhã, qualquer reflexão sobre o futuro traz-nos incertezas às nossas certezas presentes"
Edgar Morin, O método
Voltaremos a falar...
Expectativas? As melhores, como sempre; porque mesmo diferentes, novos, “re-arranjados”, pareceremos sempre os mesmos. E os antigos que nos reencontrem, e os novos que nos descubram, continuarão a perceber que chegaram (para quê mais descrições, substantivos rebuscados, ideias que nos descrevam?)… ao ISU. Para os da casa, até dia 27; para os outros… sou o presidente que mal conhecem (Tozé Sarmento).
Aproximação ao sítio...
O Team Building aconteceu mesmo.Objectivos Operacionais
Plano de Actividades “radicais”
Filipe Martins
ISU Viana isu_viana@hotmail.com
Há cinco anos atrás surgia, depois do primeiro Nô Djunta Mon Viana, o desejo de trazer ao Norte a filosofia do ISU. Este desejo aliado a uma mobilização cívica muito forte tornara possível a criação do ISU-Viana.
Actualmente, este núcleo tem uma dinâmica muito própria e mantém-se activo graças ao empenho dos seus voluntários. Mas, há sempre um momento de paragem para avaliação e redefinição de linhas de intervenção. Esta avaliação permite uma aprendizagem contínua e o estabelecimento de expectativas futuras.
E a expectativa mais acarinhada para este ano, por toda esta equipa, é a criação de um grupo de voluntários coeso e disponível a participar nas mais diferentes actividades. Isto porque uma vez que trabalhamos na Escola Superior de Educação de Viana do Castelo, os voluntários estão de passagem enquanto fazem a sua formação académica.
Pretendemos levar o voluntariado a todo distrito e nada melhor que fazê-lo através dos alunos desta escola, por isso queremos chegar mais perto da comunidade estudantil.
Conseguir a afirmação da nossa filosofia num mundo que nem sempre partilha estes valores é de facto o nosso objectivo para 2006.
A todos quantos contribuam para isso, remetemos desde já o nosso agradecimento.
Andreia Soares
ISU Faro isu_faro@yahoo.com.br
É só uma leve sensação, ou esta é a primeira mensagem oficial que o núcleo- Faro vai fazer para a comunicação social ISU?!..
Quanto a expectativas e pretensões... Para este ano de 2006 a equipa do Núcleo de Faro espera iniciar algumas novas actividades que marcam a passagem do nosso núcleo para outra fase! Estamos a preparar uma missão de diagnóstico de necessidades a S.Tomé e Príncipe para executar-mos um projecto com o grupo de voluntários que irão sair da formação específica.
Assim, e se tudo correr pelo melhor, iremos fazer uma formação específica Nô Djunta Mon para Março e posteriormente um projecto em S. Tomé e Príncipe.
Quanto às áreas de apoio ao estudante deslocado e formação geral de voluntários esperamos vir a desenvolver mais 2 cursos de formação e iniciar-mos o apoio ao estudante, com alguns voluntários. Gostaríamos, para este processo de propor ao ACIME uma formação/ sensibilização para os voluntários do ISU de forma a apresentar o cenário da Integração dos imigrantes em Portugal e no Algarve em particular, e discutir formas de articulação entre ACIME e ISU. Este é ainda só uma pretenção, mas que gostaríamos de levar a cabo.
Estamos com algumas dificuldades que nos impedem de integrar um estágio profissional, o que dificulta um pouco a dinamização contínua e pemanente do núcleo e a motivação dos voluntários. Esperamos que esta situação venha a alterar-se para que o núcleo comece a fortalecer os seus ramos e começar a criar bons frutos!
Para terminar gostaríamos de vos deixar com este pequeno poema de Shakespeare! É um poema que mereceu a atenção de algumas pessoas, e sentimos que deve ser partilhada.
Estela Louçã
"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas e aprender que beijos não são contratos, e presentes não são promessas. (…) E não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai magoar-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobres que se leva anos para se construir confiança e apenas Segundos para destrui-la, e que podes fazer coisas num instante, das quais te arrependerás pelo resto da vida. Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tu tens na vida, mas quem tens na vida (…) Descobres que as pessoas com quem mais te importas na vida, são tiradas de ti muito depressa; por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vemos (…) Aprendes que paciencia requer muita prática (…)
Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não dá o direito de seres cruel. Aprendes que nem sempre é suficiente seres perdoado por alguém. Algumas vezes, tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, tu serás em algum momento condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços teu coração foi partido, o mundo não pára para que o consertes. E, finalmente, aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto planta teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E percebe que realmente podes suportar… Que realmente és forte, E QUE PODES IR MUITO MAIS LONGE DEPOIS DE PENSAR QUE NÃO SE PODE MAIS. E QUE REALMENTE A VIDA TEM VALOR, E QUE TU TENS VALOR DIANTE DA VIDA! (…) E SÓ NOS FAZ PERDER O BEM QUE PODERIAMOS CONQUISTAR, O MEDO DE TENTAR!"
William Shakespeare
GABINETE DE COOPERAÇÃO cooperacao@isu.pt
O Gabinete de Cooperação do ISU encontra-se este ano ainda mais cheio – cheio de projectos, cheio de voluntários, cheio de vida, enfim, cheio de Pessoas! Neste momento a nossa equipa é composta por 3 técnicos: a coordenadora de área, Mónica Azevedo, e as estagiárias Luciana Almeida e Rita Magalhães. Pelo caminho já dissemos adeus ao Francesco, um estagiário do Programa Leonardo que esteve connosco dois meses.
Com tantas pessoas as nossas expectativas tornam-se também elas maiores. Este ano esperamos ser capazes de sedimentar os projectos do gabinete, particularmente os projectos de micro-crédito e dar início a novos processos deste tipo. Seria também importante para nós conseguirmos definir a estratégia de Cooperação do ISU, diversificar as parcerias no terreno e a nível internacional e a estruturar o modelo de organização dos técnicos de forma a: alargar o número de elementos para o próximo ano, capacitar tecnicamente a equipa e descentralizar as actividades pelos técnicos. Para além disto, gostaríamos de superar o financiamento obtido no ano passado para os projectos Nô Djunta Mon e de uniformizar a venda de artesanato através da organização e diversificação do material e da criação de uma marca registada do NDM. Ainda em relação ao NDM esperamos consolidar a formação específica e alargar o número de formandos, criando simultaneamente novas perspectivas de integração destes voluntários em outras actividades.
Luciana Almeida
CENTRO DE FORMAÇÃO PARA O VOLUNTARIADO cfv@isu.pt
2006...Ano de grandes mudanças no CFV. As nossas maiores expectativas estão sobretudo relacionadas com o salto qualitativo que todos pretendemos dar aqui no ISU, especialmente no CFV.
Internacionalizar a formação geral, alargar o número de voluntários no CFV, integrar mais SVE´s na sede e investir naquilo que poderá ser o desafio de se pensar numa estratégia para a Europa.São estas as grandes expectativas do CFV para o ano de 2006.
Maria João Proença
GABINETE DE APOIO AO ESTUDANTE gae@isu.pt
2006 para do GAE é o ano de viragem no que diz respeito as suas actividades. Com a conclusão do diagnóstico Repensar a Acção, ficam apontadas as linhas de orientação para a continuidade do trabalho de integração social desenvolvido junto dos estudantes lusófonos. Mais rigor nos acompanhamentos, mobilização de recursos para a resolução de uma determinada situação e envolvimento dos apoiados no processo de resolução de algumas dificuldades. Espera-se a criação, em 2006, de uma equipa de voluntários que possa apoiar na operacionalização das acções efectuadas com diferentes saberes e opiniões. Acima de tudo o que se espera para 2006 é a consolidação do trabalho já efectuado e adaptar-se com firmeza às novas realidades sociais vividas pelos estudantes lusófonos em Portugal.
Carlos Costa