
Maravilhem-se com fotos, textos, voluntários, vivências…com o Nô Djunta Mon!
http://nodjuntamon.blogspot.com/
Cátia Lopes
Bem-vindos! Este é um espaço do ISU-Instituto de Solidariedade e Cooperação Universitária, aberto a todos, a voluntários e amigos, para partilharmos ideias, momentos e reflexões. Aqui representamos as diferentes perspectivas do nosso trabalho e a diversidade do nosso olhar. Aqui estamos mais perto!

"Antes de sair de Portugal sabia muito pouco sobre a Turquia e sobre a minha organização. Apenas sabia que trabalhava com mulheres e crianças. Como calculava o tema ‘igualdade de género’ nao é propriamente um tema fácil na Turquia.
Quando cheguei deparei-me com uma realidade bastante curiosa. Não posso dizer diferente daquilo que tinha imaginado, pois não tinha imaginado grande coisa...
Falando agora um pouco do meu voluntariado aqui, estou a trabalhar na organizaçao ‘Foundation for the suport of womans work’. Um nome grande que com muitas vertentes. Três objectivos, apoiar mulheres com baixos rendimentos, dando suporte para a criação de cooperativas (grupo de mulheres que se junta para se apoiarem umas às outras, através da produção de artesanato, criação de projectos, venda de roupa em segunda mão, criação de jardins de infância); Apoio à infancia, com programas de formação na área dos direitos humanos e das crianças, numa perspectiva da educação virada para o respeito pela diversidade; Por último, apoio às regiões afectadas pelo terramoto de 1999.
Somos 4 voluntários, e o nosso programa não estava muito bem definido inicialmente. Ao fim de algumas reuniões no primeiro mês, onde ‘o que nós precisamos’ e o que ‘vocês querem’ foi debatido, começamos a desenvolver vários projectos e revela-se um SVE bastante intenso:
1 – Visitar diversas cooperativas onde existem jardins de infância. Usando o teatro como ferramente educativa, abordamos a questão dos direitos das crianças e o respeito pela diversidade. O objectivo é alertar as crianças, com menos de 6 anos, para os seus direitos e ensiná-las que devem ter sempre presente que as diferenças (físicas, culturais, de género ou simplesmente de personalidade) são normais e devemos aceitá-las como parte de nós mesmos.
2 – Desenvolver um programa educativo, sobre o mesmo tema, para adultos (pais {mais mães que pais} e professores), novamente utilizando o teatro (fórum teatro) como ferramente. Este projecto será implementado em diversas cooperativas e o objectivo é alertar os adultos e fazê-los evoluir, em termos de ‘respeito pela diversidade’ e ‘direitos das crianças’, ao mesmo tempo que as próprias crianças.
3 – Apoiar a loja (www.nahil.com.tr) onde são vendidos productos manufacturados pelas cooperativas e por mulheres individuais (sabonetes, caixas decorativas, velas, molduras, tapetes, bonecos, etc) e roupa em segunda mão.
4 – Criar um guia multimédia sobre a fundação e sobre as cooperativas, para os futuros voluntários. As ferramentas utilizadas serão um blog, um video em forma de documentário (com entrevistas e documentaçao das actividades das cooperativas) e um pequeno livro informativo.
5 – Organizar um intercâmbio de jovens no ambito do programa ‘youth in action’. Mais uma vez utilizando o teatro e outras formas de arte (dança, música, artes circenses, grafiti, etc) o objectivo é fazer jovens de vários pontos da Europa (Turquia, Grécia, Portugal, França, Polónia, Escócia e Suécia) pensarem sobre o tema ‘direitos das crianças e respeito pela diversidade’ e utilizarem a arte como forma de expressão. Se for aprovado pela UE o projecto terá lugar numa zona incrivelmente interessante. Mardin, junto da fronteira com a Síria, uma região onde várias culturas (arabes, kurdos, turcos, surianys e arménios) se misturam no mesmo território. Um projecto com pano para mangas e que está em fase de espera... espera pela decisão da Agência Nacional turca.
6 – Outra actividade que vamos desenvolver é a interessante tarefa de alterar a descrição do voluntariado europeu na página do youth in action.
7 – Last but not least... IFAT. Um projecto que tem como objectivo o reconhecimento da nossa loja como estabelecimento de comércio justo.
Muitos projectos, muito trabalho, muitos desafios... 4 voluntários, uma francesa, uma japonesa, uma espanhola e um portugues. Um ambiente de trabalho multicultural onde as ideias são um rio que não para de correr. Todos esperamos conseguir realizar os desafios traçados e acabar o SVE com um sorriso nos lábios e um sabor a missão cumprida.
Tenho de confessar que está a ser muito enriquecedor a experencia SVE, estou a aprender muita coisa... especialmente sobre mim."
Miguel Martins - SVE
A experiência fala por si....o SVE é isto pessoal! :)
Obrigada Miguel!
Bjs,
Patrícia Silva
Cada experiência é uma experiência
porque os passos que são dados no caminho, esses são diferentes!
De onde parti? Onde cheguei (se e que vou chegar alguma vez…)?
Já há algum tempo que a ideia de ter uma experiência SVE (uma vertente do Programa Juventude em Acção – Acção 2) me maravilhava… e um dia iniciei a pesquisa à procura de um projecto que me cativasse a atenção.
O pais onde fui “parar”, a Polónia, e um país com um passado comunista cujas nuances ainda se denotam, apesar do país ter integrado a U.E. em 2004 e desde aí se deparar com novos problemas ( privatização de empresas, desemprego, mercado liberal que apela ao consumismo, problemas dai adjacentes, etc.…); alguns edifícios em tons cinzentudos edificam esses tempos. E curioso, mas muitos edifícios antigos são, na verdade, do pós-guerra já que a Polónia foi “palco” dessa Guerra e pouco ‘sobrou’ depois…
As suas gentes são pessoas quentes (comparáveis ao temperamento luso), trabalhadoras (as nuances…) que cultivam uma boa gastronomia e os seus costumes; de um modo geral, vincados à religião católica (Rádio Maria…).
A minha escolha incidiu sobre um projecto (e não um país) e significa, para mim, uma experiência de voluntariado com uma forte componente cultural (por ser num outro país com outros padrões culturais), experiência profissional (trabalhar numa área pouco desenvolvida em Portugal), descobertas (recolocar-me num outro contexto e descobrir outros) e também voltar um pouco as minhas raízes…
De um modo geral não tive surpresas: tudo se manteve como combinado (antes da minha vinda) e há uma saliente vontade por parte da Organização que este voluntariado seja positivo para a Organização e para o voluntário! A minha mentora e um espectáculo, apesar de ser a mulher mais activa que eu conheço…!
O meu projecto tem como tema “desporto” e o seu sub tema e “desporto para jovens”; na escola de equitação trato de cavalos e do estábulo, assumo a função de auxiliar de equitação terapêutica nas sessões de “Hipoterapii” (zelo pelo bem-estar do cavalo, fazendo-o caminhar nos andamentos adequados as necessidades do praticante (crianças e jovens com deficiência físicas e/ou mentais) articulando com os ‘comandos’ da terapeuta e procurando motivar os jovens a realizar alguns exercícios (ginástica).
Sendo a escola também um “centro para encontros polaco-germanicos”, apoio as aulas de equitação para as crianças e jovens que nestes participam (campos para pessoas com deficiência e ‘sem deficiência”). Recentemente foi-me lançado o desafio de ser a “instrutora” nas próximas aulas o que me põe o desafio de para alem de saber que exercícios fazer (e adequa-los aos grupos), explicar tudo em polaco e ainda por cima todo esse vocabulário muito específico da área!
Também tive a oportunidade de experimentar a andar de coche – algo que espero vir a fazer mais vezes para aprender!
O dia de trabalho respeita totalmente a rotina do cavalo (ida para o paddock, as 3 refeições por dia, as sessões de hipoterapia, as aulas de equitação, etc.) e revela-se como um trabalho muito físico; no fim do dia posso eu própria frequentar uma aula de equitação o que me permite também desenvolver as minhas próprias habilidades a nível de equitação.
Um aspecto que gostaria de desenvolver mais são os “encontros” com jovens fora do contexto de trabalho (mas pelo facto de viver no meio da floresta e não haver transportes depois das 16h não esta a ser fácil) para conhecer mais e praticar a língua (que não me deixa de colocar algumas dores de cabeça…). Gostava que a escola, enquanto Organização, fosse mais permeável, mas a verdade e que envolve muitas pessoas, funciona bastante bem e o ambiente de trabalho e muito bom; existem muitos voluntários locais (regulares) a apoiarem o trabalho desenvolvido (as nuances…), o que eu acho fantástico!
Essencialmente o meu EVS tem sido experiência profissional: gosto muito do meu trabalho e reconheço o potencial da equitação terapêutica, mas através desta experiência percebi que para um futuro próximo da minha vida quero trabalhar numa outra área. Esta experiência possibilitou-me também tirar uma dúvida que tinha.
O EVS e aquilo que nos queremos porque depende da nossa energia! Estou muito contente do caminho que percorri, apesar de também ter algumas “criticas”, mas o EVS e um percurso profissional, pessoal, cultural recheado de acções e emoções que num primeiro instante nos podem travar, mas num segundo instante fazem-nos crescer. Mas nem sempre são fáceis!
Quem sabe o que será amanhã? Talvez fique mais um pouco neste belo país…
Czesc I Trzymajche!
“Helenka” Kaschlun
No passado fim-de-semana de
Participaram nesta Formação, 19 voluntári@s, a Mariana, a Sónia, o Jorge, o Pedro, o Tiago, a Tânia, a Vanessa, o Luís, a Marta, a Andreia, a Paula, o Nuno, a Fátima, a Liliane, a Joana Ramalho, o Gonçalo Ramos, a Joana Padinha, a Filipa, e o Gonçalo Fernandes.
Estes jovens irão para diferentes destinos, entre os quais, Itália, Islândia, Angola, Inglaterra, Montenegro, Alemanha, Polónia, Grécia, Dinamarca, Reino Unido, desenvolver actividades área ambiental, teatro e actividades de animação, actividades de tempos livres com crianças, direito humanos, educação, desenvolvimento rural, etc.
O fim-de-semana de Formação decorreu da melhor maneira, para isso muito contribuiu o envolvimento, participação e interacção de todos os voluntários!
Terminámos a Formação com a certeza de que a experiência de aprendizagem SVE tinha dado início!
Obrigada a tod@s pelo vosso interesse, partilha, espírito aberto e vontade de fazer do SVE uma experiência inesquecível para vós e todos aqueles que convosco se cruzarem!
Boa sorte e até sempre!
Abraço forte,
Patrícia e Luciana




No dia 29 de Novembro realizou-se, na Cidade Universitária de Lisboa, a 3ª edição do Dia de Acolhimento ao Estudante Estrangeiro
Como noutros anos, esta actividade foi organizada e executada pelo Gabinete de Apoio ao Estudante do ISU e pelas Associações de Estudantes estrangeiros em Portugal, a Associação de Estudantes Guineenses em Lisboa e a União de Estudantes Cabo-verdianos em Lisboa, e contou com o apoio do ACIDI. Estava prevista a realização de um torneio de futsal da parte da manhã, no estádio universitário de Lisboa, e uma Tarde Cultural, na Cantina Universitária. Devido às condições climatéricas não foi possível realizar o torneio, mas da parte da tarde, as associações encarregaram-se de dinamizar a Tarde Cultural, à semelhança do ano anterior, convidando alguns estudantes para cantar e recitar poesia, apresentando o seu talento aos presentes na actividade.
Mais uma vez foi escassa a presença de entidades e associações ligadas à temática da integração de estudantes migrantes em Portugal, assim como de estudantes portugueses que quisessem conhecer melhor os seus colegas de outros países a estudar
Olá a todos!
Aqui fica um breve testemunho da minha participação na formação de formadores T-Stey na Sérvia em representação do ISU.
Este curso tem como objectivo principal capacitar formadores para que, nas suas organizações, possam preparar, implementar e avaliar actividades de formação de cariz internacional ou intercultural.
Considero que este curso está muito bem estruturado, bem organizado, os formadores revelam muita experiência e uma capacidade notável de trabalhar com os instrumentos de educação não formal.
Em termos gerais, os objectivos foram cumpridos, as minhas expectativas em relação a este curso foram confirmadas e considero que foi, sem dúvida uma experiência de aprendizagem que consolidou os meus conhecimentos e servirá de suporte às futuras acções de formação em que estarei envolvida.
No que diz respeito ao grupo de participantes, considero que trabalhamos bem, com muito empenho e vontade de aprender sempre mais.
Pessoalmente, fica mais uma vez a marca de gente de grande qualidade que se vai cruzando comigo por este mundo e que, acaba sempre por ser o que de mais precioso trago comigo.
O ISU em Parceria com a Agência Nacional para o PROGRAMA JUVENTUDE EM ACÇÃO (AN) desenvolveu mais uma Formação Nacional Pré-Partida para o Serviço de Voluntariado Europeu (SVE).
A Acção decorreu entre 15 e 17 de Dezembro na simpática localidade de Chãos, no concelho de Rio Maior em plena Serra D'Aire e Candeeiros.
10 Voluntári@s com os seus projectos aprovados pela AN e com a data de partida a aproximar-se a passos largos, compareceram na formação com o objectivo de se prepararem da melhor forma para esta a aventura que é o SVE.
Estes jovens irão partir para a Bulgária, Itália, República Checa, Itália, França e Bélgica para colaborar com Organizações nas áreas do trabalho social, ambiente, eventos culturais,… Os seus projectos enquadram-se naquilo que o Programa Juventude em Acção preconiza como objectivos principais: o contacto intercultural, a experiência não-formal, a aquisição de novas competências pessoais, sociais e profissionais, objectivos estes que têm em vista proporcionar uma experiência única para quem decide desenvolver um projecto SVE.
Entre muitas expectativas e alguns receios a formação decorreu muito bem. Para tal contribuiu o grupo de formadoras do ISU que da melhor maneira se prepararam para esta acção e o interesse do grupo de voluntári@s, que demonstrou desde o início que não queria sair da acção de formação com questões por esclarecer.
Tivemos assim, 3 dias de formação bastante intensos quer em termos de conteúdos, quer em termos de sentimentos, onde se criou um grupo coeso, forte e preparado para "retirar" do SVE o máximo que este lhes pode oferecer.
Apresentamos em baixo algumas imagens do que aconteceu este fim-de-semana em Chãos nas magníficas instalações "Terra Chã", onde somos sempre recebidos com muita simpatia, desejando à Isabel, à Di, à Joana, ao Bruno, à Elisabete, ao Fernando, à Patrícia, à Inês, ao Sérgio e à Teresa a maior Sorte do Mundo e que esta experiência seja uma MARCA SUPER POSITIVA ;) na vossa vida.
Um Grande Beijinho e Abraço,
P'lo ISU
Patrícia e Clara

No âmbito deste projecto o ISU realizou 2 acções de formação aos Educadores Sociais, respectivamente: