18 fevereiro 2009

Voluntária SVE na Polónia

Cada experiência é uma experiência

porque os passos que são dados no caminho, esses são diferentes!


De onde parti? Onde cheguei (se e que vou chegar alguma vez…)?

Já há algum tempo que a ideia de ter uma experiência SVE (uma vertente do Programa Juventude em Acção – Acção 2) me maravilhava… e um dia iniciei a pesquisa à procura de um projecto que me cativasse a atenção.

O pais onde fui “parar”, a Polónia, e um país com um passado comunista cujas nuances ainda se denotam, apesar do país ter integrado a U.E. em 2004 e desde aí se deparar com novos problemas ( privatização de empresas, desemprego, mercado liberal que apela ao consumismo, problemas dai adjacentes, etc.…); alguns edifícios em tons cinzentudos edificam esses tempos. E curioso, mas muitos edifícios antigos são, na verdade, do pós-guerra já que a Polónia foi “palco” dessa Guerra e pouco ‘sobrou’ depois…

As suas gentes são pessoas quentes (comparáveis ao temperamento luso), trabalhadoras (as nuances…) que cultivam uma boa gastronomia e os seus costumes; de um modo geral, vincados à religião católica (Rádio Maria…).


A minha escolha incidiu sobre um projecto (e não um país) e significa, para mim, uma experiência de voluntariado com uma forte componente cultural (por ser num outro país com outros padrões culturais), experiência profissional (trabalhar numa área pouco desenvolvida em Portugal), descobertas (recolocar-me num outro contexto e descobrir outros) e também voltar um pouco as minhas raízes…

De um modo geral não tive surpresas: tudo se manteve como combinado (antes da minha vinda) e há uma saliente vontade por parte da Organização que este voluntariado seja positivo para a Organização e para o voluntário! A minha mentora e um espectáculo, apesar de ser a mulher mais activa que eu conheço…!


O meu projecto tem como tema “desporto” e o seu sub tema e “desporto para jovens”; na escola de equitação trato de cavalos e do estábulo, assumo a função de auxiliar de equitação terapêutica nas sessões de “Hipoterapii” (zelo pelo bem-estar do cavalo, fazendo-o caminhar nos andamentos adequados as necessidades do praticante (crianças e jovens com deficiência físicas e/ou mentais) articulando com os ‘comandos’ da terapeuta e procurando motivar os jovens a realizar alguns exercícios (ginástica).

Sendo a escola também um “centro para encontros polaco-germanicos”, apoio as aulas de equitação para as crianças e jovens que nestes participam (campos para pessoas com deficiência e ‘sem deficiência”). Recentemente foi-me lançado o desafio de ser a “instrutora” nas próximas aulas o que me põe o desafio de para alem de saber que exercícios fazer (e adequa-los aos grupos), explicar tudo em polaco e ainda por cima todo esse vocabulário muito específico da área!

Também tive a oportunidade de experimentar a andar de coche – algo que espero vir a fazer mais vezes para aprender!

O dia de trabalho respeita totalmente a rotina do cavalo (ida para o paddock, as 3 refeições por dia, as sessões de hipoterapia, as aulas de equitação, etc.) e revela-se como um trabalho muito físico; no fim do dia posso eu própria frequentar uma aula de equitação o que me permite também desenvolver as minhas próprias habilidades a nível de equitação.


Um aspecto que gostaria de desenvolver mais são os “encontros” com jovens fora do contexto de trabalho (mas pelo facto de viver no meio da floresta e não haver transportes depois das 16h não esta a ser fácil) para conhecer mais e praticar a língua (que não me deixa de colocar algumas dores de cabeça…). Gostava que a escola, enquanto Organização, fosse mais permeável, mas a verdade e que envolve muitas pessoas, funciona bastante bem e o ambiente de trabalho e muito bom; existem muitos voluntários locais (regulares) a apoiarem o trabalho desenvolvido (as nuances…), o que eu acho fantástico!

Essencialmente o meu EVS tem sido experiência profissional: gosto muito do meu trabalho e reconheço o potencial da equitação terapêutica, mas através desta experiência percebi que para um futuro próximo da minha vida quero trabalhar numa outra área. Esta experiência possibilitou-me também tirar uma dúvida que tinha.


O EVS e aquilo que nos queremos porque depende da nossa energia! Estou muito contente do caminho que percorri, apesar de também ter algumas “criticas”, mas o EVS e um percurso profissional, pessoal, cultural recheado de acções e emoções que num primeiro instante nos podem travar, mas num segundo instante fazem-nos crescer. Mas nem sempre são fáceis!


Quem sabe o que será amanhã? Talvez fique mais um pouco neste belo país…


Czesc I Trzymajche!

“Helenka” Kaschlun



1 comentário:

Raquel disse...

Czesc!

Fico muito contente por ti! Obrigada pelo e-mail. Responder-te-ei em breve.

Um beijinho grande,

Raquel